sexta-feira, 18 de março de 2016

Cassiterite!

Etimologicamente o termo "cassiterite" deriva do grego kassíteros que significa estanho. 
  A Cassiterite é o principal minério para a extracção de estanho que misturado com o cobre origina uma das ligas metálicas mais importantes : o bronze.

  Foi há mais de 5000 anos que a Idade do Bronze iniciou-se, na actual Grã-Bretanha, provocando uma enorme revolução na história da Humanidade. O bronze era fácil de fundir e de modelar apresentando ainda uma dureza superior à do cobre, até então utilizado pelas civilizações. Utensílios, estátuas e armas foram fabricadas abrindo novas rotas comerciais pelo mundo fora. Não só tinha todas essas utilidades, como foi utilizado no revestimento do interior das taças de onde os romanos bebiam o vinho, de modo a conservar melhor a sua temperatura. 

Cassiterite sob a forma de cristais
(http://www.mindat.org/photo-449126.html)

 Este mineral é considerado um óxido ( SnO2) , pertence ao sistema tetragonal, tem uma dureza de 6-7, tem um brilho adamantino/metálico e a sua fractura é concoidal a irregular. A cassiterite apresenta-se geralmente sob a forma de critais com cor castanho-escuro/ castanho amarelado / preto.

Cassiterite reniforme
(http://euromin.w3sites.net/mineraux/images/16083.jpg)

  Quase 80% de cada espécimen de cassiterite é metal e o restante é constituído por oxigénio, sendo por isso facilmente eliminado por acção do calor. Esta característica físico-química permite extrair da cassiterite grandes quantidades de estanho sem problemas de maior.

Cassiterite visto de um microscópio de luz reflectida
( tirado na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)
O estanho destina-se à obtenção da liga de bronze, mas actualmente tem outras utilidades, sendo com frequência utilizado no revestimento de outros minerais, principalmente o aço, para obter folha-de-flandres. Este material é usado no fabrico de latas de alimentos, embalagens de tintas e de outros produtos químicos. 

Folha-de-Flandres
(https://portoimagem.files.wordpress.com/2015/05/folha-de-flandres.jpg)

Este mineral não se encontra em quantidades abundantes , retirado de placers e depósitos aluviais, no entanto é possível de ser explorado em países como a Nigéria, Malásia, Indonésia, Rússia, Reino Unido e China. 

Gastropoda!

 Gastrópodes, também conhecidos na gíria comum por "caracóis"! Os Gastrópodes são pois não só caracóis mas toda a sua classe taxonómica, onde muitas espécies são encaixadas e não são caracóis ainda que com características muito familiares e típicas como sendo a concha com formato helicoidal (sobre o lado direito) ou mesmo sem a terem de forma evidente o caso das lesmas, que também são da Classe dos Gastrópodes... 
 O que trago hoje são vários fósseis (tipo Somatofóssil) de Gastrópodes , que encontrei em saídas de campo da cadeira de Geologia Geral, e também que me foram oferecidos. Tendo vários exemplares relativamente idênticos irei apenas aqui colocar algumas fotos de maneira a não tornar a página pesada demais.

Ampullina 1.1
 Primeiro os que encontrei... 
Encontrados perto da praia da Bafureira, na plataforma rochosa, no concelho de Cascais.
 A sua fossildiagénese deu-se em rochas datadas de Cretácico (145 milhões e 65,5 milhões anos).

Ampullina 1.2
Ampullina 1.3
Ampullina 1.4
Dimensões: 4.5x2.5cm & 2.5x2cm.

Descrição e Classificação sugerida:

 Concha globosa de porte médio com espira mediana a baixa, voltas convexas e lisas, com suturas profundas. Última volta muito grande com forma ovóide, correspondendo à quase totalidade da concha.
Abertura grande e oval. Enrolamento dextrógiro.

Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Super-família: Campaniloidea
Família: Ampullinidae
Género: Ampullina

O próximo Gastrópode foi me oferecido e estando só parcialmente descoberto é um pouco mais difícil de analisar. Sei que foi colectado em Portugal mas não mais que isso. É muito maior que os anteriores tendo 9x6.5 cm, é também um molde interno e o material (cimento) parece ser quase igual ao anterior.

Tylostomatidae 1.1
Descrição e Classificação sugerida:

Concha  grande, ovóide com espira média e cónica.Voltas
sub-convexas, lisas, com sutura pouco profunda.
Última volta grande, correspondendo à quase totalidade da concha e ovóide. A abertura é impossível de observar neste exemplar. 

Reino:Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Super-família:Stromboidea
Família:Tylostomatidae

Tylostomatidae 1.2
Paleoecologia:

Estes organismos seriam em vida epibentónicos vágeis, de  ambientes marinhos
bentónicos, substrato móvel e pouco profundos, de salinidade
normal a ambientes aquáticos de transição, com  temperatura
variável. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ilmenite!

  O nome da Ilmenite provém do local onde foi encontrado pela primeira vez, o monte Ilmen, na cordilheira dos Urais, na Rússia. 


Cordilheira dos Urais
(http://www.eurasiamining.co.uk/~/media/Images/E/Eurasia-Mining/content-images/june%202013%20update/final%20four/russia.jpg)


  A ilmenite ( Fe2+ TiO3) é considerada um óxido, é do sistema trigonal, tem uma dureza relativa de 5-6, fractura concoidal e um brilho metálico. Apresenta-se mais habitualmente como agregados amorfos, granulares ou lamelares.Muitas vezes desagregam-se por erosão e vão-se acumular nas praias, passando a denominá-las como "praias de areias negras". 



Praia de areias negras de Ilmenite e Hematite
(http://www.nps.gov/common/uploads/photogallery/ner/park/asis/2875D447-155D-
451F-67C6BFCD8A442A73/2875D447-155D-451F-67C6BFCD8A442A73-large.jpg)


Este mineral raramente apresenta-se bem cristalizada mas, quando cristaliza, as formas mais belas produzem cristais negros, opacos e com um forte brilho metálico. Estes cristais têm uma multiplicidade de facetas que aumentam o seu brilho devido aos diferentes ângulos que reflectem a luz.


Ilmenite
(http://www.minfind.com/mfthumbs/800_600_FFFFFF_15708540004c344c0557213.jpg)


 A ilmenite forma uma solução sólida com a Geikielite e a Pirofanite. A geikielite é o termo rico em magnésio e a pirofanite é o termo rico em manganês.



Geikielite
(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4a/Geikielite-199902.jpg)


Pirofanite
(http://rruff.info/repository/sample/by_minerals/
Pyrophanite__R070211__Sample__Photo__14449__M.jpg)

  Existem minerais que os cientistas classificam como minerais de referência dado que, por certas características tanto da sua composição química como da sua origem, permitem inferir as condições ambientais que se verificavam em determinadas zonas do planeta durante o seu processo de formação. É o caso da ilmenite, que cristaliza a temperaturas superiores a 500ºC e que define a temperatura reinante no interior das câmaras magmáticas durante as fases iniciais de cristalização ou solidificação do magma. Por esse motivo é considerado um mineral primário. Quando este mineral já cristalizou, devido à sua maior densidade, acumula-se no fundo da câmara formando camadas ou leitos.

Ilmenite vista de um microscópio de luz reflectida
( tirada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)

  Como a acumulação no fundo das câmaras magmáticas faz-se por camadas, torna-se um bom jazido de fácil exploração. Apesar do alto teor em ferro ( 37%), a sua exploração não é rentável pois o titânio presente dificulta a fusão, nos processos de purificação para o metal. Então, é o titânio o metal explorado e utilizado na indústria. Sendo ele leve e resistente, tem inúmeras aplicações : indústria aeroespacial , indústria desportiva, implantes ortopédicos , decoração de edifícios entre outros. 


Componentes ,como as asas, feitas de titânio são mais leves e por isso levam a reduções nos custos de combustível
(http://robotpig.net/_images/posts/787_4.jpg)

Quadros de titânio = menor peso
(http://burls.co.uk/images/ti/largeRoad.jpg)

O titânio é um mineral muito utilizado em próteses,
 não só por em elevadas doses o corpo humano não sofrer impacto,
como a sua densidade é semelhante à dos ossos.
(http://www.nemfi.com/uploads/5/4/5/4/54549909/1530834_orig.jpg) 

                         Cleveland Clinic Lou Ruvo Center revestido a placas de titânio, em Las Vegas
(https://www.bluffton.edu/~sullivanm/nevada/lasvegas/gehry/5934.jpg)


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Moscovite

 Não tendo tempo, ultimamente, devido à época de exames da faculdade, já algum tempo que não faço um post aqui no blog, porém tenho estado a reunir algumas informações e ideias para futuros post's!
 Faltando ainda fotografar e catalogar mais de 90% da minha colecção de minerais e fósseis, deixo aqui um dos meus primeiros minerais que já faz algum tempo que decora uma mobília da minha sala, aliás já tenho este mineral desde que me conheço e é muito especial para mim, provavelmente foi oferecido à minha família. Trata-se de um aglomerado de Moscovite (micas) e vem provavelmente de uma zona próxima a Abrantes. Na Norte de Abrantes há muito material micáceo e as pessoas no campo, dado o seu brilho vítreo a sedoso perolado, apanham e coleccionam. Uma das maiores micas que apanhem foi em Casais de Revelhos (Abrantes Norte) e podem ver aqui.
O exemplar que trago hoje tem 10,5x8x6,5 cm

Mica
Moscovite_1

 Tendo apenas micas, não se consegue interpolar com certeza a sua Rocha-Mãe porém dadas as dimensões, poderá ser com mais certeza de um granito pegmatítico.

Mica
Moscovite_2
Mica
Moscovite_3
Mica
Moscovite_4

domingo, 13 de dezembro de 2015

Calcite com Fluorite Amarela e mais!

Calcite com Fluorite, Dolomite e Pirite 1.1

 Uma magnifica associação de minerais de Calcite em "dente-de-cão" com cor rosada e Fluorite amarela com vários pontos de nucleação de Pirite, com a fluorite associa-se Dolomite de cor branca.
 Com uma dimensão de 13x8x6cm este exemplar veio das Astúrias, Espanha. 


Em relação às propriedades da Calcite:
  • Calcite- A calcite pertence à classe dos Carbonatos com a formula química, CaCO3, é portanto um carbonato de cálcio. A sua estrutura é representada por um romboedro alongado, onde nos vértices e centro se encontram os átomos de cálcio (Ca), ao longo do eixo vertical situam-se, alternadamente, o carbonato (CO3) com o Cálcio. Pertence ao sistema cristalino trigonal e pode cristalizar segundo hábito romboédricos, escalenoédricos prismáticos e também, mas menos frequente em hábitos bipiramidais como neste exemplar . Em relação á cor, a Calcite apresenta uma grande variedade sendo que quando é pura é incolor ou esbranquiçada e as restantes cores dependem do grau e do tipo de impurezas na sua constituição e pode apresentar cores como amarelo,azul,castanho,  cinzento, laranja, rosado, verde,vermelho, etc. Em relação ao brilho, pode-se apresentar Vítreo, Sub-vítreo, Resinoso, Ceroso, Nacarado. Por vezes a calcite pode ter fluorescência aos raios ultra violeta quando iluminada por raios ultravioleta emitindo cores como vermelho, rosa, amarelo e azul. Em relação à dureza esta é de 3 na escala de mohs pelo que pode ser riscada pela navalha. Tem uma clivagem perfeita e uma fractura concoidal a irregular. A sua densidade é de 2.71 (g/cm3). A Calcite é um mineral tipicamente de génese sedimentar quer por precipitação química, quer por sedimentação de corpos biogénicos calcificados, também pode ter origem metamórfica e raramente magmática.
     Cristais de calcite pura e cristalina perfeita como Espato da Islândia é utilizada como polarizador para microscópios petrográficos. Calcite em massas compactas utilizam-se em construção civil tanto em cimentos como para ornamentação, utiliza-se com bastante versatilidade na industria química.


Próxima imagem gentilmente cedida por Mark Holtkamp (www.smorf.nl)


Calcite em "dente-de-cão" - {211}



Calcite com dolomite e nucleações de pirite 1.1
Calcite com dolomite e nucleações de pirite 1.2

Calcite com Fluorite, Dolomite e Pirite 1.2


sábado, 12 de dezembro de 2015

ROV - Luso

 No âmbito da disciplina de Geologia Marinha, unidade do 3º Ano de Geologia das turmas do Ramo de Recursos Naturais, foi nos dada a possibilidade de ir visitar a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental em Paço de Arcos.
 Foi nos dado a conhecer e como funciona o projecto Nacional para alargar as fronteiras marítimas de Portugal no qual a compra de um submersível não tripulado foi crucial para o estudo dos fundos marinhos. Este veículo de operação remota o "ROV Luso" foi um dos muitos investimentos do Estado Português em grande escala, e que no futuro poderá compensar com o reconhecimento da UE das novas fronteiras de Portugal. Uma das futuras fontes de recursos naturais para a humanidade será os recursos minerais e hidrocarbonetos que se encontram em offshore e Portugal poderá vir a ser reconhecido mundialmente como uma fonte destes recursos dada a grande área que poderá vir a ter sobre sua soberania. 

Para mais informações sobre o ROV Luso e Missão para a Extensão da Plataforma Continental clica Aqui.

As seguintes fotos e vídeo mostram as instalações e ROV Luso a ser colocado num tanque de testes.

ROV Luso 1.1

ROV Luso 1.2
ROV Luso 1.3
ROV Luso 1.4
Sala de comandos do ROV Luso


domingo, 15 de novembro de 2015

Fóssil de Trilobite

Porque não só de minerais se fazem colecções geológicas, trago desta vez um exemplar fóssil! O meu primeiro fóssil de trilobite, que me foi oferecido por um amigo em Vila de Rei. Não sei de onde foi colhido nem a espécie, porém segundo umas pesquisas que fiz vou atribuir uma sugestão, pelo que quem tiver a ler este post e tiver uma opinião diferente por favor que comente com a sua opinião.
 Com aprox. 5x2x1 cm aparenta, ter sido retirado de rochas xistosas. É pois um molde interno (somatofóssil, i,e, resto somático) que representa o negativo da forma e do relevo da estrutura do corpo da trilobite.

Sugestão de Classificação:
  • Reino: Animalia 
  • Filo: Arthropoda
  • Superclasse: Trilobitomorpha
  • Classe: Trilobita
  • Ordem: Phacopida
  • Subordem: Phacopina
  • Superfamília: Phacopoidea
  • Família: Phacopidae

    Final do Ordovícico - Início do Carbónico

Fóssil Trilobite_1.1
Fóssil Trilobite_1.2
Fóssil Trilobite_1.3
Como podemos ver a carapaça tem características evidentes, isopígica a micropígica (i,e. o pigídio ou zona caudal é quase da mesma largura que o torace) o Cefalão (parte da "cabeça") é semicircular.

Este artrópode seria vágil e de ambientes marinhos bentónicos, pouco
profundos, de salinidade normal.

domingo, 11 de outubro de 2015

Península do Baleal (Round two!)


 Depois da breve introdução que fiz à expedição ao Baleal, apresento agora umas das mais belas e bem representadas zonas estratigráficas do Jurássico Português! 

Quadrado Estratigráfico
 A fotografia anterior foi tirada no estremo Norte da Península do Baleal e a ilha que se vê é a "ilha das pombas", nome que após uns minutos a observar a ilha constatei o significado do nome... não só pombas mas pombas mas também outras aves escolheram a pequena ilha para nidificar, talvez por estarem mais seguros dos humanos.
 O que é de salientar na fotografia são os estratos que representam de forma quase continua uma estratificação do Jurássico médio. A litologia presente pertence à Formação de Cabo Mondego e é constituído por margas, calcários margosos e argilosos fossilíferos do Bajociano superior (168.3 M.a)- Batoniano inferior (168.3 M.a) (Jurássico Médio). Encontram-se alinhadas segundo uma direção aproximada N-S com inclinação de 36º para ENE, calcários do Bajociano superior  - Batoniano inferior (Jurássico Médio) (Azerêdo, 1988).
 Segundo estudos (AZERÊDO, 1988) de calciturbiditos e “debris-flow” no interiro da formação concluísse que o ambiente era de plataforma distal onde sedimentação seria monótona e por isso, associado com a natureza rígida da concha carbonatada do amonóide, encontram-se dois factores potenciadores para a diagénese fóssil.

Vista da zona Este ao longo do Baleal e ilha das Pombas
 Vimos bastantes fósseis de amonóides, rostros de belemnite, braquiópodes e até de crinóides. Porém dado o local acidentado foi impossível tirar todas as fotos em condições... 

Braquiópode fossilizado por recristalização em calcário margoso
Amonóide fossilizado em calcário margoso

 A ultima foto pertence a um dos  amonóides que encontramos, correspondem a um molde interno de um amonoide evoluto de idade Jurássica, onde apenas a estrutura somática correspondente à concha do indivíduo, dada a sua natureza dura, foi possível de fossilizar tendo o material onde se depositou a concha ocupado as cavidades do seu interior. O resultado que vemos é pois a forma e os relevos do interior da estrutura somática do animal. Na foto conseguimos ver a forma  discoidal da concha assim como as suas ornamentações nomeadamente costilhas radiais, simples, finas e rectilíneas.

Península do Baleal (Round one!)


 Foi no dia 13/09 numa expedição ao Baleal, que fui mais uma vez para os belos lados de Peniche. A nossa equipa chegou de manhã ao local e após um breve passeio de reconhecimento à península  tanto com uma equipa de biologia como a de geologia (constituída apenas por mim), que no dia era composto somente por mim, seguiram à procura estudar e fotografar as várias vertentes multidisciplinares no âmbito destas duas ciências, que a península do Baleal tem à disposição de qualquer um.
  Durante a manhã até a meio da tarde esteve relativamente bom tempo com Sol forte e poucas nuvens, a praia do Baleal (Este) estava com alguns banhistas que aproveitavam tanto o tempo como as águas relativamente calmas, em comparação ás águas muito agitadas da parte Su-sudeste da península, e que nos faziam encher de inveja! Mas lá conseguimos resistir ao mergulho e continuar o trabalho. 

Zona Este:
Praia beatch
Praia a Este da Península do Baleal_1.1

Praia a Este da Península do Baleal_1.2

Zona Oeste:

Zona Oeste da Península com forte agitação

Zona com forte agitação marítima a Su-sudeste do Baleal

 Para a equipa de Biologia que fez a recolha de imagens Subaquáticas, o trabalho não foi nada fácil, mesmo tendo escolhido a Zona Este. Porém fez-se o melhor que se pode sempre mantendo a segurança.

Zona de Entrada para mar
Mar turbulento junto às rochas

 Percorri grande parte da zona Este sozinho e a parte Oeste acompanhado com o grupo de Biologia que me auxiliou no estudo e no registo fotográfico. 
 Para não tornar este Post muito grande irei fazer um à parte sobre o registo Geológico.


domingo, 20 de setembro de 2015

Granada - Almandina

 Uma das minhas mais perfeitas granadas da colecção, cuja origem desconheço. Trata-se de um exemplar ,euédrico, de variedade ferrífera do grande grupo das Granadas, cujas dimensões são de 1,4 x 1,2 x 1,2 cm e apresenta uma cor bastante escura ligeiramente arroxeada a alaranjado.
 Também conhecida como Granada Oriental, o nome "Almandina" ou "Almandine" (em inglês) deriva do nome da localidade turca de Alabanda. 

Almandina_1.1
O próximo gif mostra um Icositetraedroem em três dimensões a geometria teoricamente perfeita do mineral.


made by Cyp using POV-Ray

Em relação às propriedades destes dois minerais:
  • Granada (Almandina) - Cristaliza no sistema cúbico. frequentemente em cristais isodiamétricos bem formados, podendo ter  todas as cores excepto o azul, brilho vítreo a resinoso e com dureza 7 - 7,5 na escala de Mosh. O seu peso específico varia de acordo com a sua composição química, no caso do mineral em estudo, a variedade Almandina, é rica em Fe2+ e cuja a densidade é de 4.05. É um nesossilicatos complexo de formula química, Fe2+3Al2Si3O12, encontrando-se o silício no centro de um tetraedro cujos quatro vértices são ocupados por átomos de oxigénio. São minerais tipicamente de rochas metamórficas de origem pelítica mas também em rochas ígneas ácidas. Não apresentando clivagem, tem uma fractura concoidal, um brilho vítreo a gorduroso e as cores típicas desta variedade são laranja avermelhado, vermelho púrpura ligeiramente, roxo escuro e geralmente em tom escuro.
     As maiores jazidas desta variedade encontram-se no Sri Lanka, também foram encontrados na Austrália, no Tirol, África Oriental e nos Estados Unidos.
     A utilização de granadas é desde a antiguidade usada na joalharia. Hoje também se utiliza como abrasivo industrial, dada a sua elevada dureza.

As seguintes fotos são do mesmo exemplar.

Almandina_1.2
Almandina_1.3
Almandina_1.4
Almandina_1.5