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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Saída de campo a Almograve!

Foi no âmbito da disciplina de Tectónica do 4º ano, ramo de recursos naturais, que fomos visitar a pacata localidade de Almograve, a 200km de Lisboa, no conselho de Odemira, Alentejo Litoral. 
 Saímos do Campo Grande às 8h da manhã e chegamos perto das 11h ao nosso destino. 


Explicações do Professor no Campo.
Durante a nossa visita percorremos uma vasta área ao largo da costa, onde íamos ouvindo o professor e tentávamos interpolar a geometria e evolução das estruturas presentes no terreno. 
 Nas rochas que se apresentavam extremamente deformadas. os dobramentos eram o mais evidente e fascinante. Nunca tinha visto nada assim! Segue-se uma pequena selecção de fotos tirados durante estes dois dias desta magnifica saída...

 Dobra sinforma simétrica 1.1.

As rochas que vimos eram essencialmente metagrauvaques e pelitos, do paleozoico com +- 300Ma (período Carbónico) e era frequente conseguir-se distinguir com facilidade superfícies de fraqueza como clivagem (S1) e S2 muito penetrativo.  

Dobra Sinforma assimétrica 1.2.

Secção de dobras sinforma, antiforma  e isoclinal.

Dobra Sinforma erodida.

Fendas de tracção.

Dobramento do S1 resultando S2 em pelitos.

Superfícies S1 e S2 em pelitos.

Óxidos de ferro em areias do Cenozóico.

Caverna formada no eixo de uma dobra Antiforma.

Gostaria de Agradecer aos meus colegas da saída que de uma forma ou de outra contribuíram para que estes dias fossem tão especiais, em especial ao Diogo Carvalho por algumas fotos, ao Miguel Pessoa (também autor neste blogue) pelo excelente vídeo resumo da saída e claro ao professor que organizou a saída!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Saída de campo ao Algarve 2º Dia - Discordância angular

 No seguimento da saída de campo que o departamento da GeoFCUL organizou ao sudoeste Algarvio fomos visitar, no segundo dia, um dos geomonumentos mais famosos a nível nacional e até mesmo internacional. 

Discordância angular Carbónico - Triásico - Praia do Telheiro.

 Este geomonumento é pois a discodância ângular entre os xistos e grauvaques dobrados do Carbónico e os grés vermelhos, sub-horizontais, do Triásico, localizado na área protegida do parque natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, na Praia do Telheiro, freguesia de Vila do Bispo.

Infelizmente não conseguimos ir ao "hot spot" do monumento onde são frequentes as  excelentes fotos que  muitas vezes são usadas de forma didáctica. Ainda que neste local, não haja as dobras perfeitas do carbónico também é muito interessante e não deixa de ser um local espetacular.

Chegada à discordância angular Carbónico - Triásico.

As "discordâncias angulares" em geologia devem-se à não deposição e erosão de material estratiforme, que posteriormente será colmatado com um outro material sedimentar, originando camadas. As diferentes inclinações entre estas camadas fazem um ângulo entre si e daí vem o nome da discordância. 

Discordância angular com escala humana nas unidades do carbónico.

Para chegar a este local aconselho talvez um jipe, porém um autocarro também dá e foi o que fizemos, chegamos de autocarro de forma muito original e após contemplar a maravilhosa paisagem descemos a arriba e parecendo formigas ao pé dos blocos que nos dificultavam o acesso ao local chegamos lá e valeu a pena! 

"parque" de estacionamento 

Paisagem vista de cima da Praia do Telheiro. 

A caminho da descontinuidade.


sábado, 30 de abril de 2016

Uma semana no Alentejo

No Verão passado eu e um amigo  de faculdade, no âmbito de acompanhar e auxiliar uma aluna de mestrado em geologia da Universidade de ETH Zürich, fui passar três dias ao Alentejo. Chegámos a uma ‎sexta-feira,à tarde, (‎14 de ‎Agosto de ‎2015) à cidade de Évora (onde pernoitávamos) arrumámos os pertences e planeamos o dia seguinte. Tinha-mos de sair muito cedo para aproveitar o bom tempo fresco, pois à tarde com o calor (tão característico do Alentejo) não se conseguiria trabalhar.

Irei resumir bastante a publicação de maneira a não ficar muito carregada, colocando apenas situações que achei de especial interesse, apesar de ter gostado bastante da experiência.

O área de estudo ficava próximo da  zona de Viana do Alentejo, onde vimos afloramentos de mármore e paragnaisse. Geo-referenciava-mos e mediamos atitudes tudo com o auxilio de um aplicativos digitais (algo muito diferente do que estávamos habituados nas aulas de campo) . Geralmente junto dos mármores o solo era muito vermelho rico em óxidos de ferro a chamada terra rossa.

Vista do primeiro afloramento


Terreno aplando rico em Terra rossa 

No fundo foi feito uma cartografia geológica e estrutural de uma determinada área, usando uma aplicação específica para tal num tablet. Vimos estruturas interessantes como Boudinage estruturas que têm o nome (derivado do francês: boundin ou seja salsicha) do que realmente parecem... um comboio de salsichas! Estas estruturas lenticulares, no caso centimétricas, ocorrem quando uma rocha mais competente (no caso quartzo) está envolvida por rochas incompetentes (no caso paragnaisses) e sobrem forças distensivas, geralmente este tipo de processos ocorre em áreas de metamorfismo regional.


Veio de Boudinage de quartzo em paragnaisse

Em alguns afloramentos conseguimos identificar minerais menos comuns de se encontrar como epidoto, pirite e quartzo em cristal bem desenvolvidos (euédrico).

Epidoto em paragnaisse
Pirite dissemindada em Quartzo
Quartzo cristalino em cavidade

Para além de muito calor, muitos paragnaisses e quilómetros feitos tínhamos a fantástica oportunidade de estar constantemente com estas belíssimas paisagens tipicamente alentejanas, e fazer geologia na companhia de bons amigos ainda vale mais a pena!

José Xieto no campo
Ricardo  Santos (eu) no campo
Paisagem tipicamente Alentejana
Eu e o meu amigo José no ultimo dia no Alentejo

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Penedo furado (Round one!)

Quando o calor aperta, apetece ir á água, então decidi ir ao "Penedo Furado" que é uma praia fluvial perto de Vila de Rei a uns 25 km de Abrantes. Ao chegar acabei por quase nem ir à água... Geologia da Região é incrível!!

Penedo_1


Eram vísiveis várias Dobras de diferentes escalas.

Mesodobra_1

Mesodobra_1.1

Penedo_2



Penedo_3



Penedo_4


Penedo_5


  

Penedo_6



Penedo_7


Penedo_8